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Filosofia para a vida - a proposta da revista do Pórtico de Epicteto

  É com grande alegria que anuncio o primeiro número da Revista Pórtico de Epicteto, na qual atuo como coeditor. A revista é fruto da iniciativa do grupo Pórtico de Epicteto, que resolveu criar um canal de divulgação de conteúdos relacionados a Epicteto e filosofias irmanadas. Os artigos são de mais ou menos 3-5 páginas, para divulgação de reflexões e estudos. Como diz o próprio site da revista, o objetivo é publicar "pequenos artigos, notas de pesquisa, resenhas e relatos de experiência inéditos na área de filosofia estoica e afins, em língua portuguesa, espanhola, inglesa e francesa. O público-alvo é, fundamentalmente,  docentes, discentes e o grande público". Trata-se de uma revista plural, que conta com a participação de filósofos, psicólogos, músicos, historiadores, etc., que buscam relacionar a filosofia com a vida, ou seja, viver a filosofia. Na presente edição, colaborei com uma entrevista com Donato Ferrara, criador do blog https://devitastoica.com/ , um ...

A filosofia para além da teoria - vídeo

Essa é a gravação em vídeo de minha exposição no III Colóquio Brasileiro sobre Epicteto que se realizou em março de 2018. Nela procuro expor a importância que o filósofo atribuiu ao papel da prática. Inicialmente exponho crítica de Epicteto aos que, após lerem textos filosóficos, saem "vomitando palavras não digeridas". Logo depois, comento sobre como o filósofo recomenda o início da transformação prática para quem pretende progredir filosoficamente.

III COLÓQUIO BRASILEIRO SOBRE EPICTETO

Programação retirada do site do evento:  https://iiicoloquiobrasileirosobreepicteto.wordpress.com/ 08 de março 2018 – Porto Alegre – PUCRS 9h – Roberto Pich (PUCRS) –  A  prohairesis  de Epicteto e a voluntas de Agostinho: aproximações e diferenças 9h40min – Antônio Tarquinio (SP) –  Em torno à  euroeseis 10h20 – intervalo 10h40min – Marcelo Barreto dos Santos (UFBA) –  Epicteto e a  katalepsis  no uso correto das  phantasiai 11h20min – Donato Ferrara (USP) –  As quatro virtudes cardeais na visão de Epicteto 12:00h – almoço 14h – defesa Mestrado Diogo Luz (PUCRS) – Dissertação:  Pathos : distúrbio passional e terapia em Epicteto 16h – intervalo 16h20min – André Alonso –  Apontamentos sobre  phantasía  em Platão, Aristóteles e Epicteto  17h – Carlos Enéas –  Musônio Rufo nos propõe uma postura política ideal? 17h40min – encerramento ******************************* 09 de março ...

Diógenes, o cínico, e sua popularidade

“Os que o admiravam e tornaram-se discípulos seus devem ter sido bem poucos. Raramente os filósofos têm sido admirados e reverenciados pela multidão, e, como observou certa feita Schopenhauer, popularidade e grandiosidade de pensamento apresentam-se, por vezes, em uma razão inversa. Popularidade é uma indicação firme de rarefação mental e vacuidade de espírito, porque as massas normalmente admiram e aplaudem os que lhes são semelhantes, e de jeito nenhum se pode dizer que Diógenes faz lembrar-se do homem comum de sua época, nem, a rigor, o homem comum de qualquer época. Dado seu estilo de vida excêntrico e ofensivo, seria coisa extraordinária se o achássemos em meio a um grande número de seguidores dedicados que o admirassem”. (NAVIA, L. E. Diógenes, o cínico, p. 59)

"Queres saber o que faz os homens desejarem tanto o futuro?"

SÊNECA. Cartas a Lucilio . XXXII.

Não se deve dizer “a árvore é verde”, mas sim “a árvore verdeja”.

"Ao invés de enunciar os julgamentos com a ajuda da cópula “é”, como de hábito, o estoicismo (doutrina filosófica)  propõe uma sintaxe que caracterize o movimento e a impermanência: não se deve dizer “a árvore é verde”, mas sim “a árvore verdeja”. Evidencia -se não a qualidade (o adjetivo), mas sim a ação (o verbo), para exprimir não o conceito, mas somente um acontecimento. O que se exprime no julgamento estoico não é uma propriedade como “o corpo é quente”, mas o acontecimento “esse corpo se esquenta”. (...) Por isso mesmo, filósofos do limite, como Gilles Deleuze, e ficcionistas montados no paradoxo, como Lewis Carroll, retornam tantas vezes ao estoicismo. Se a árvore “verdeja”, logo ela não é verde". (KRAUSE, G. B. A Ficção cética , p. 221-222.)

Spinoza e as Ciêncas Sociais: A proposta de Frédéric Lordon

Meu artigo na Intuitio (Revista de Pós-Graduação em Filosofia da PUCRS) Resumo : O objetivo do presente artigo é expor os motivos porque Frédéric Lordon assinala a necessidade de as ciências sociais precisarem de uma fundamentação filosófica spinozista. Para isso, inicialmente, explicitamos as carências que o filósofo encontra nos estudos sociais, e, logo depois, analisamos a forma como a filosofia de Spinoza se encaixa como base teórica de fundamentação. Demonstramos o modo como Lordon se apropria dos termos spinozistas para justificar seu insight, pois, dessa maneira, podemos esclarecer como elementos da ética de Spinoza encontram lugar em seu estudo sociológico. Ao final, concluímos que a proposta, apesar de relevante, carece de uma abordagem satisfatória acerca da liberdade. Link do artigo na revista: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/intuitio/article/view/27029/15793